Drogas: o desafio de vencer uma guerra
Tema: Política sobre drogas no Brasil
A guerra declarada às drogas vem deixando estigmas profundos na sociedade contemporânea. A cada dia que passa, o tráfico vem se fortalecendo, ganhando mais clientes, à medida que desgraça famílias e dizima inocentes. Os números de mortes são preocupantes e a legalização das drogas para consumo pessoal é um dos melhores catalizadores para diminuir as vidas que são tiradas.
Foi-se o tempo em que proibir o uso dessas substâncias funcionava. Hoje, em um mundo onde se compra maconha com alguns cliques do mouse(,) a realidade é outra, e a legalização, desde que acompanhada de controle, deve ser aprovada o quanto antes. Os benefícios seriam vários: diminuição substancial do tráfico e das várias mortes por ele causadas, aumento da receita de impostos, geração de empregos, fim da desigualdade entre quem é usuário e quem é traficante (traficantes com maior poder aquisitivo comumente são taxados como usuários e usuários de baixa renda são taxados como traficantes).
O atual modelo de drogas permitidas, além de ser falido, segue uma linha de política hipócrita, uma vez que o álcool, uma das drogas que mais mata (por exemplo, no trânsito), é legalizado, incentivado através de propagandas nas mídias e até comercializado para menores de 18 anos – detalhe que antes da lei 13.106 de 2015, quem vendia bebidas alcóolicas alcoólicas para menores nem sequer era preso.
A humanidade chegou a uma era em que todo tipo de informação é de fácil acesso, pois essa está circulando cada vez mais rápido, não só nos meios de comunicação eletrônicos, mas também pelo antigo “boca a boca”. Cada um sabe exatamente o que faz, e até nos centros mais carentes de políticas públicas, as pessoas conhecem os efeitos desses tipos de substâncias. É claro que o governo deverá exercer um certo controle sobre a política da legalização, tal como: limite diário de compra, alteração química da droga, com o objetivo de reduzir os danos por ela causados, fazer campanhas para desincentivar seu uso, como foi feito nos cigarros e nas bebidas alcóolicas alcoólicas. Não adianta mais proibir algo que as pessoas vão fazer de um jeito ou de outro.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |