Velocidade ao Povo
Tema: O desafio da mobilidade urbana no Brasil
Para cumprir sua meta de “Cinquenta anos em cinco”, Juscelino Kubitschek precisou atrair empresas estrangeiras para o Brasil. O mercado automobilístico atendeu a essa necessidade, estagnando as ferrovias e reduzindo a mobilidade urbana nas novas rodovias. Ora, a velocidade com que esse processo aconteceu fez com que ele se tornasse desarmônico com o bem-estar social.
Nesse sentido, é possível perceber como o emprego tornou-se inalcançável aos cidadãos marginalizados dos centros urbanos. O crescente êxodo rural fez com que surgissem aglomerados populacionais (hoje conhecidos por cidades-satélites) distantes das grandes indústrias geradoras de trabalho, e a desorganização rodoviária não permite que essas pessoas cheguem a seus serviços a tempo. Assim, a criação de avenidas exclusivas para cada cidade com sua metrópole se faz necessária para a agilização.
Ademais, formas alternativas de transporte não aparentam ser prioridade ao governo. Por mais que grandes cidades detenham faixas exclusivas para ônibus ou muitas ciclovias, isso não soluciona a problemática da dignidade do cidadão(,) que muitas vezes pedala em calçadas cheias de buracos ou que precisa ir em pé* ao trabalho. Logo, é preciso criar empresas que fiscalizem a efetividade de medidas que já existem.
Em contrapartida às propagandas e placas de beira de estrada que garantem rápidas melhoras ao trânsito, tem-se é notável que o Estado não aproveita oportunidades. A exemplo dessa infeliz característica é possível observar que obras de várias esferas urbanas, sobretudo as de mobilidade, previstas para a Copa do Mundo de 2014 ainda não estão terminadas.
Portando, armar um planejamento que misture todos os modais de transporte favorece toda população, afinal a velocidade deve ser acessível. Além disso, é preciso investir em educação no trânsito para que sejam evitados acidentes que atrapalhem a mobilidade alheia.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |