Velocidade ao Povo

Tema: O desafio da mobilidade urbana no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 10/08/2015
Nota tradicional: 8
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Para cumprir sua meta de “Cinquenta anos em cinco”, Juscelino Kubitschek precisou atrair empresas estrangeiras para o Brasil. O mercado automobilístico atendeu a essa necessidade, estagnando as ferrovias e reduzindo a mobilidade urbana nas novas rodovias. Ora, a velocidade com que esse processo aconteceu fez com que ele se tornasse desarmônico com o bem-estar social.

Nesse sentido, é possível perceber como o emprego tornou-se inalcançável aos cidadãos marginalizados dos centros urbanos. O crescente êxodo rural fez com que surgissem aglomerados populacionais (hoje conhecidos por cidades-satélites) distantes das grandes indústrias geradoras de trabalho, e a desorganização rodoviária não permite que essas pessoas cheguem a seus serviços a tempo. Assim, a criação de avenidas exclusivas para cada cidade com sua metrópole se faz necessária para a agilização.

Ademais, formas alternativas de transporte não aparentam ser prioridade ao governo. Por mais que grandes cidades detenham faixas exclusivas para ônibus ou muitas ciclovias, isso não soluciona a problemática da dignidade do cidadão(,) que muitas vezes pedala em calçadas cheias de buracos ou que precisa ir em pé* ao trabalho. Logo, é preciso criar empresas que fiscalizem a efetividade de medidas que já existem.

Em contrapartida às propagandas e placas de beira de estrada que garantem rápidas melhoras ao trânsito, tem-se é notável que o Estado não aproveita oportunidades. A exemplo dessa infeliz característica é possível observar que obras de várias esferas urbanas, sobretudo as de mobilidade, previstas para a Copa do Mundo de 2014 ainda não estão terminadas.

Portando, armar um planejamento que misture todos os modais de transporte favorece toda população, afinal a velocidade deve ser acessível. Além disso, é preciso investir em educação no trânsito para que sejam evitados acidentes que atrapalhem a mobilidade alheia. 

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos