O segundo sexo
Tema: Violência contra a mulher: por que o machismo persiste?
Declaração dos Direitos do Homem, a Magna Carta e a participação tardia na política são exemplos históricos da opressão que as mulheres sofrem ao longo da História*. No entanto, no mundo contemporâneo leis como Maria da Penha e Feminicídio estão sendo aplicadas a fim de garantir segurança em diferentes sentidos ao gênero feminino. Porém, é preciso atingir as “raízes” culturais, políticas e psicossocial psicossociais para combater esse problema que persiste entre as civilizações.
Primeiramente, é importante apontar que vivemos num mundo em crise, no qual muitos jovens estão retomando ideias antigas como, por exemplo, a valorização da virgindade feminina e da mulher está estar bem vestida para a sociedade. Além disso, existe uma indulgência cultural, isto é, a mídia garante pouco espaço para debates sobre violência contra a mulher, enquanto globaliza a imagem sexual da mulher. Nesse sentido, é natural que apareça uma ideia psicossocial do sexo feminino apenas como produto de satisfação masculina e, consequentemente, casos de estrupo e espancamento se tornam parte do cotidiano.
A problemática ascende na sociedade de tal forma que o Estado aparentemente fica inerte diante da violência. Porém, os defensores desse pensamento se esquecem de que, hoje, diversos países estão reformando o Código Penal e construindo delegacias da mulher em todo território nacional. Na verdade, os governos não estão investindo no sistema carcerário ou em programas de conscientização e proteção da mulher**. Dessa forma, a violência continua sendo realidade porque os agressores sofrem penalidades brandas e as mulheres têm seus direitos constitucionais resguardados pelo poder Judiciário***.
Portanto, o machismo existe na sociedade contemporânea por falta de políticas públicas que conscientizem os jovens dos direitos humanos, rompendo o paradigma de sociedade patriarcal. Assim, é necessário que haja nas escola de ensino fundamental e médio um programa duradouro em que os estudantes assistam palestras periódicas sobre a condição humano humana e sejam assistidos por psicólogos(,) a fim de identificar indivíduos machistas. Além disso, o Estado deve(,) por meio de acordos (com) a mídia(,) garantir espaços de debate sobre a violência. Resta saber, se os agentes sociais vão romper o pensamento da mulher como o segundo sexo defendido pela filósofa Simone Beauvoir.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 0.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 0.5 |
| Nota final | 4.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |