A violência é sempre uma derrota
Tema: Violência contra a mulher: por que o machismo persiste?
Há pelo menos dois mil e quinhentos anos, alicerçou-se a construção ideológica da superioridade do homem em detrimento da mulher, e consequentemente a subordinação desta a ele. Nas civilizações Gregas, a mulher era vista como uma criatura subumana, inferior ao homem. Era menosprezada moral e socialmente, e não tinha direito algum. Infelizmente, a visão grega foi passada entre as gerações e em muitas famílias, inclusive brasileiras, perdura até os dias atuais.
A visão de que a mulher é inferior ao homem é descendência histórica e isso fez com que ela buscasse reverter essa situação, a exemplo vale citar o período da Grande Guerra, em que as mulheres alcançaram a liberdade de sair de casa sozinha, dirigir automóveis, etc. Contudo, são violentadas, constrangidas e humilhadas diariamente – ao usufruírem da liberdade alcançada – por machistas e opressores, que possuem imoralidade infiltrada no seu caráter, os quais desprezam o que foi dito por Jean Paul Sartre sobre a violência, que independente da maneira como ela se manifeste, é sempre uma derrota.
Além disso, segundo um estudo divulgado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), as vítimas de estupro do sexo feminino, no Brasil, somam 88,5%. Os dados são alarmantes no que tange a à violência contra a mulher, não somente no que diz respeito ao estupro ou à violência social, mas também às violências domésticas, sejam elas físicas ou psicológicas. As vítimas devem receber o maior cuidado possível por meio de tratamento psicológico pelo tempo que for necessário, para que os danos causados, sejam eles traumas ou sentimento de inferioridade e culpa, não sejam irreversíveis, como tendem a ser.
Fica claro, portanto, que mudanças são necessárias em um país no qual até mesmo a presidente é uma mulher, entre elas: Criação de institutos, por parte do governo, para internação dos agressores e tratamento psiquiátrico. A escola pode atuar como transmissora da igualdade, principalmente às crianças, ensinando-as que todos os indivíduos, independentemente do gênero(,) são iguais. Dessa forma, em médio ou longo prazo de tempo, o país denominado “Pátria Amada” poderá se orgulhar de realmente o ser.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |