Temas de Português que mais caem no Enem

Alguns dos temas de Português que mais caem no Enem são: interpretação de texto, gêneros textuais, variação e modalidade linguística, funções de linguagem, coesão e coerência.

Os temas de Português que mais caem no Enem são interpretação de texto, gêneros textuais, variação e modalidade linguística, coesão e coerência, funções de linguagem e figuras de linguagem. Porém, em menor quantidade, são cobrados também temas de gramática, contexto e semântica, hipertexto, tipos textuais, intertextualidade, denotação e conotação.

Leia também: Quais são os conteúdos de Literatura que mais caem no Enem?

O que é cobrado de Português no Enem?

Analisamos as provas de Linguagens, códigos e suas tecnologias do Enem e descobrimos que os temas de Português que mais caem no Enem são, nesta ordem:

Sem sombra de dúvida, a interpretação de texto é o mais cobrado. No entanto, é preciso estudar conteúdos como coesão e coerência, gêneros textuais, funções de linguagem e tipos textuais, por exemplo. E, apesar de questões objetivas de gramática serem raras na prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias, o conhecimento gramatical é importante para se perceber alguns elementos de coesão e coerência de um texto.

Veja também: Como fazer a interpretação de textos no Enem?

Dicas de Português para o Enem

Questões de Português do Enem

(Enem 2011)

A discussão sobre “o fim do livro de papel” com a chegada da mídia eletrônica me lembra a discussão idêntica sobre a obsolescência do folheto de cordel. Os folhetos talvez não existam mais daqui a 100 ou 200 anos, mas, mesmo que isso aconteça, os poemas de Leandro Gomes de Barros ou Manuel Camilo dos Santos continuarão sendo publicados e lidos — em CD-ROM, em livro eletrônico, em “chips quânticos”, sei lá o quê. O texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados: página impressa, livro em Braille, folheto, “coffee-table book”, cópia manuscrita, arquivo PDF... Qualquer texto pode se reencarnar nesses (e em outros) formatos, não importa se é Moby Dick ou Viagem a São Saruê, se é Macbeth ou O livro de piadas de Casseta & Planeta.

TAVARES, B. Disponível em: http://jornaldaparaiba.globo.com.

Ao refletir sobre a possível extinção do livro impresso e o surgimento de outros suportes em via eletrônica, o cronista manifesta seu ponto de vista, defendendo que

A) o cordel é um dos gêneros textuais, por exemplo, que será extinto com o avanço da tecnologia.

B) o livro impresso permanecerá como objeto cultural veiculador de impressões e de valores culturais.

C) o surgimento da mídia eletrônica decretou o fim do prazer de se ler textos em livros e suportes impressos.

D) os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas tecnologias, mesmo que os livros desapareçam.

E) os livros impressos desaparecerão e, com eles, a possibilidade de se ler obras literárias dos mais diversos gêneros.

Resolução:

Alternativa D.

A questão exige a interpretação de uma crônica. Ao ler essa crônica, a leitora e o leitor devem perceber que ela defende que “os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas tecnologias, mesmo que os livros desapareçam”. Afinal, a crônica compara o texto a “uma espécie de alma imortal”, que pode “reencarnar” em diversos formatos.

(Enem 2013)

Infográfico em questão do Enem 2013 que mostra um dos temas de Português que mais caem no Enem.

Os gráficos expõem dados estatísticos por meio de linguagem verbal e não verbal. No texto, o uso desse recurso

A) exemplifica o aumento da expectativa de vida da população.

B) explica o crescimento da confiança na instituição do casamento.

C) mostra que a população brasileira aumentou nos últimos cinco anos.

D) indica que as taxas de casamento e emprego cresceram na mesma proporção.

E) sintetiza o crescente número de casamentos e de ocupação no mercado de trabalho.

Resolução:

Alternativa E.

A questão exige interpretação de texto verbal e não verbal, além do conhecimento acerca do gênero textual gráfico. Diante das estatísticas, é perceptível que o gráfico “sintetiza o crescente número de casamentos e de ocupação no mercado de trabalho”, já que informa que o número de casamentos e de ocupação no mercado de trabalho aumentou entre a população acima de 60 anos.

(Enem 2016)

Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É, a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado, conseguir relacioná-lo a todos os outros textos significativos para cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregar-se a essa leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo uma outra não prevista.

LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993.

Nesse texto, a autora apresenta reflexões sobre o processo de produção de sentidos, valendo-se da metalinguagem. Essa função da linguagem torna-se evidente pelo fato de o texto

A) ressaltar a importância da intertextualidade.

B) propor leituras diferentes das previsíveis.

C) apresentar o ponto de vista da autora.

D) discorrer sobre o ato da leitura.

E) focar a participação do leitor.

Resolução:

Alternativa D.

A questão exige conhecimento acerca de função da linguagem. Particularmente, da função metalinguística. Essa função é aquela que faz com que um texto faça referência a si próprio. Assim, ao “discorrer sobre o ato da leitura”, o texto de Lajolo está falando sobre texto. Portanto, é autorreferencial. Do mesmo modo, é possível pensar que o texto fala sobre o ato da leitura, que é a ação que estamos realizando ao ler tal texto.

(Enem 2016)

Quem procura a essência de um conto no espaço que fica entre a obra e seu autor comete um erro: é muito melhor procurar não no terreno que fica entre o escritor e sua obra, mas justamente no terreno que fica entre o texto e seu leitor.

OZ, A. De amor e trevas. São Paulo: Cia. das Letras, 2005 (fragmento).

A progressão temática de um texto pode ser estruturada por meio de diferentes recursos coesivos, entre os quais se destaca a pontuação. Nesse texto, o emprego dos dois-pontos caracteriza uma operação textual realizada com a finalidade de

A) comparar elementos opostos.

B) relacionar informações gradativas.

C) intensificar um problema conceitual.

D) introduzir um argumento esclarecedor.

E) assinalar uma consequência hipotética.

Resolução:

Alternativa D.

A questão avalia conhecimentos acerca de mecanismos coesivos, além de um tema gramatical, ou seja, o uso de pontuação. Portanto, é necessário saber que os dois-pontos têm valor explicativo. Assim, eles são usados no texto para “introduzir um argumento esclarecedor” em relação ao que foi dito anteriormente.

(Enem 2019)

Slow Food

A favor da alimentação com prazer e da responsabilidade socioambiental, o slow food é um movimento que vai contra o ritmo acelerado de vida da maioria das pessoas hoje: o ritmo fast-food, que valoriza a rapidez e não a qualidade. Traduzido na alimentação, o fast-food está nos produtos artificiais, que, apesar de práticos, são péssimos à saúde: muito processados e muito distantes da sua natureza — como os lanches cheios de gorduras, os salgadinhos e biscoitos convencionais etc. etc.

Agora, vamos deixar de lado o fast e entender melhor o slow food. Segundo esse movimento, o alimento deve ser:

• bom: tão gostoso que merece ser saboreado com calma, fazendo de cada refeição uma pausa especial do dia;

• limpo: bom à saúde do consumidor e dos produtores, sem prejudicar o meio ambiente nem os animais;

• justo: produzido com transparência e honestidade social e, de preferência, de produtores locais.

Deu pra ver que o slow food traz muita coisa interessante para o nosso dia a dia. Ele resgata valores tão importantes, mas que muitas vezes passam despercebidos. Não é à toa que ele já está contagiando o mundo todo, inclusive o nosso país.

Disponível em: www.maeterra.com.br. Acesso em: 5 ago. 2017.

Algumas palavras funcionam como marcadores textuais, atuando na organização dos textos e fazendo-os progredir. No segundo parágrafo desse texto, o marcador “agora”

A) define o momento em que se realiza o fato descrito na frase.

B) sinaliza a mudança de foco no tema que se vinha discutindo.

C) promove uma comparação que se dá entre dois elementos do texto.

D) indica uma oposição que se verifica entre o trecho anterior e o seguinte.

E) delimita o resultado de uma ação que foi apresentada no trecho anterior.

Resolução:

Alternativa B.

A questão exige conhecimento acerca de mecanismos de coesão e de coerência. Ao utilizar o marcador “agora”, o enunciador do texto muda o foco, ou seja, passa do fast para o slow food.

(Enem 2021)

Falso moralista

Você condena o que a moçada anda fazendo
e não aceita o teatro de revista
arte moderna pra você não vale nada
e até vedete você diz não ser artista

Você se julga um tanto bom e até perfeito
Por qualquer coisa deita logo falação
Mas eu conheço bem o seu defeito
e não vou fazer segredo não

Você é visto toda sexta no Joá
e não é só no Carnaval que vai pros bailes se acabar
Fim de semana você deixa a companheira
e no bar com os amigos bebe bem a noite inteira

Segunda-feira chega na repartição
pede dispensa para ir ao oculista
e vai curar sua ressaca simplesmente
Você não passa de um falso moralista

NELSON SARGENTO. Sonho de um sambista. São Paulo: Eldorado, 1979.

As letras de samba normalmente se caracterizam por apresentarem marcas informais do uso da língua. Nessa letra de Nelson Sargento, são exemplos dessas marcas

A) “falação” e “pros bailes”.

B) “você” e “teatro de revista”.

C) “perfeito” e “Carnaval”.

D) “bebe bem” e “oculista”.

E) “curar” e “falso moralista”.

Resolução:

Alternativa A.

Essa questão exige conhecimento acerca de variação e modalidade linguística. É preciso saber que as expressões “falação” e “pros bailes” são informais e apresentam marcas da linguagem falada ou coloquial.

Fontes

Provas do Enem: 1998 a 2023.  


Fonte: Brasil Escola - https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/lingua-portuguesa-no-enem-parte-ii.htm