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Tema: Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Redação enviada em 05/11/2019 13:45

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No início da Era Moderna, o Renascimento Artístico representou a transição entre a tradição medieval e a modernidade vanguardista. Seu início ocorreu no território da atual Itália, devido à ação do mecenato, a elite local que financiava e gerenciava a produção cultural, impedindo a universalização da arte no período. Com o passar dos anos, entretanto, percebe-se que essa prática foi trazida para o Brasil, uma vez que camadas populares são vítimas da exclusão artística, principalmente no acesso ao cinema. Dessa forma, entender sua perpetuação é debruçar-se em suas causas e consequências.

Mormente, faz-se necessário correlacionar práticas segregacionais com a temática. Na década de 1950, com o advento da consolidação da industrialização brasileira, as cidades passaram a ser o foco econômico, político e cultural. A expansão de shopping centers, chamados de enclaves fortificados urbanos, exemplificam esse processo, visto que concentram lojas, altas transações diárias e cinemas. Contudo, muito desses espaços são marcados por atos discriminatórios quanto à entrada, o que impede o acesso universal a esses centros. Assim, o sistema de organização fechado com muralhas, físicas ou não, concentra as produções cinematográficas na elite e impedem a democratização de seu acesso.

Outrossim, é imprescindível analisar as consequências da não universalização artística. De acordo com o filósofo e matemática René Descartes, o pensamento humano está atrelado à sua existência. Todavia, na contemporaneidade, a dificuldade encontrada no acesso ao cinema brasileiro contrasta paradoxalmente com essa máxima cartesiana, uma vez que a ausência do senso crítico na população está ligada ao desconhecimento cultural. Assim, a alienação se torna uma triste característica popular. Além disso, a restrição à interação entre o espectador e os filmes quebra o princípio básico do entretenimento. Desse modo, democratizar o acesso ao cinema é sinônimo de mudanças.

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Torna-se evidente, portanto, que práticas de segregação cultural impedem a universalização de centros cinematográficos. Para sua amenização, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, em conjunto com empresas que gerenciam shoppings centers, oferecer cortesias no acesso aos cinemas para alunos da rede pública. Com esse objetivo traçado, é necessário que ofereça incentivos fiscais a essas organizações, contribuindo para a aceitação da medida. Ademais, é dever das escolas deslocarem verbas para passeios culturais, como a ida aos cinemas, por exemplo, desenvolvendo uma mentalidade crítica nos jovens e adolescentes pautada a partir da arte. Somente assim vislumbraremos um futuro em que renasceremos da obscuridade da concentração cultural e democratizaremos, enfim, o acesso aos cinemas no Brasil.

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