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Em 15/06/2011 14h13, atualizado em 30/11/-0001 00h00

Engenheiro de Produção

Vida Profissional

Por Adriano Lesme
Professor Maury Saddy, do Ibmec
Professor Maury Saddy, do Ibmec
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O Engenheiro de Produção é o profissional responsável pela gestão das etapas de produção de bens e serviços, em empresas industriais e comerciais, privadas ou de governos. Gestão é sinônimo de gerenciar os processos de produção; produção é a cadeia de processos que leva ao produto final, seja ele um serviço ou um produto físico.

O Engenheiro de Produção pode ser o responsável por: gestão da qualidade, gestão econômica, gestão de tecnologia, gestão do meio ambiente, gestão dos resíduos sólidos, gestão dos documentos de engenharia, gestão de informática, gestão de logística, gestão da cadeia de suprimentos e muitos outros. Portanto, o profissional formado em Engenharia de Produção vai se sentir confortável, em conhecimentos e responsabilidades, em qualquer uma das missões acima.

O Engenheiro de Produção é essencialmente um engenheiro, no sentido de que aprende e dispõe basicamente dos mesmos instrumentos de trabalho que qualquer especialidade da engenharia tradicional, como: civil, elétrica, mecânica, química, de sistemas, de computação, outras. Aprende, no ciclo básico, os conteúdos de física, química e matemática, teóricos e práticos, necessários para a compreensão e posterior modelagem dos fenômenos da natureza. Aliás, engenharia é o desenvolvimento de sistemas que imitam ou modelam a natureza ou a exploração da natureza para fins de gerar produtos mais adaptados ao uso humano ou que gerem bem-estar maior.

Na sua formação inicial, o futuro engenheiro de produção também receberá um conjunto de informações, dentro da cultura da especialidade, que o colocam competente para as gestões de sua atividade profissional, tais como: estatística, programação, algoritmos, bases de dados.

No ciclo profissionalizante, a formação do Engenheiro de Produção contempla disciplinas aplicadas à administração de negócios e à solução de problemas complexos, multivariáveis, com restrições inúmeras quanto à disponibilidade de materiais e de recursos financeiros. Exemplos são: estratégias e organizações empresariais, pesquisa operacional, saúde e segurança no trabalho, sistemas de informação e gestão do conhecimento, entre outros.

A modernidade da economia brasileira, dentro do contexto da economia global, exige o conhecimento pelos Engenheiros de Produção de conceitos, métodos e práticas de responsabilidade social, ética e sustentabilidade. Portanto, a sociedade também é levada em conta nas atividades desses engenheiros, em processos de coparticipação na gestão e na manutenção da qualidade de vida.

Nosso país caminha para estágios de modernidade e civilização que exigem a responsabilidade presente e futura para nossos descendentes, da qualidade de vida e da preservação das condições de produção de bens e serviços. Energia tem sido uma preocupação permanente no Brasil, dado nosso estágio de desenvolvimento industrial e social e a disponibilidade de fontes de energia não renováveis, portanto esgotáveis, com tecnologias hoje dominadas nas empresas e nos centros tecnológicos do país. Temos que dar continuidade ao progresso do conhecimento em novas tecnologias para lidar com novas formas de energia, que tenham custos competitivos e formas adequadas de utilização pela sociedade. O Engenheiro de Produção deve ser preparado para gerenciar esses sistemas de produção e utilização das energias, térmica e elétrica, em grandes centros e em sistemas descentralizados.

No setor comercial, grandes empreendimentos em operação no Rio de Janeiro, em São Paulo e no país como um todo, exigem a presença de um Engenheiro de Produção, na gestão de suas inúmeras atividades. Shopping Centers, terminais multimodais de transportes, centros de distribuição de material estocado em grande escala, centros de saúde e hospitais de porte, aterros sanitários, são exemplos.

Difícil é prever o que acontecerá em termos de novos conhecimentos e de novas tecnologias a serem disponibilizadas à sociedade, globalmente, num futuro de cinco anos, dez anos. Portanto, o Engenheiro de Produção tem que dominar o conhecimento de fundamentos de tal ordem que encontre ali os instrumentos para interpretar as mudanças e as novações que ocorrerão.

A demanda presente e futura por engenheiros em geral e por Engenheiros de Produção em particular, como consequência dos grandes projetos já em implantação no país e outros que virão, calcados nos fundamentos de nossa economia, deverá contar com profissionais bem formados tecnicamente, gerencialmente e com liderança, para gerar os bons resultados desejados.

O professor Maury Saddy é coordenador de Engenharias do Ibmec.

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