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Em 06/08/2015 10h54, atualizado em 06/08/2015 10h59

Medicina ou Direito?

Orientação Vocacional

Saiba o que considerar, além de tradição e prestígio social, para escolher o curso de Direito ou Medicina Por Wanja Borges
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A conclusão do ensino médio é um divisor de águas para muitos estudantes. Enquanto uns comemoram o encerramento de mais uma etapa de suas vidas, principalmente acadêmica, outros começam a se preocupar com uma etapa não menos importante: a escolha do curso ao qual vão concorrer no vestibular e, consequentemente, que pautará sua trajetória profissional. 

Para uma parte dos estudantes, a escolha é fácil. Para a maioria, nem tanto. A responsabilidade de escolher, sozinho, uma carreira para a sua vida e o medo de tomar a decisão errada enche a cabeça dos vestibulandos de dúvidas, angústias e incertezas, por isso, muitos preferem escolher profissões mais tradicionais ou com maior prestígio social, como Medicina e Direito

Mesmo sendo totalmente diferentes, é mais comum do que se imagina encontrar estudantes que só cogitam essas hipóteses e têm dúvidas sobre qual dos dois cursos escolher, muitas vezes por tradição e influência familiar ou pelo que conhecem do mercado de trabalho, já que são vistas como carreiras promissoras. O que eles esquecem é que as duas graduações apresentam características e habilidades específicas. 

Diferenças

Medicina é um curso da área de Ciências da Saúde e, atualmente, o mais disputado nas universidades do país. Com duração de seis anos, é considerada a graduação mais longa, mas os estudos não param por aí. Há, ainda, a residência médica em determinada área, que vai de dois a cinco anos. O grande número de vagas e os altos salários chamam atenção, mas o nível de exigência, dedicação e estudo antes, durante e depois da faculdade também não pode ser esquecido.

Por outro lado, Direito integra a área de Ciências Sociais Aplicadas e é um dos cursos que oferecem o maior número de vagas no Brasil. Normalmente possui duração de cinco anos, contudo, após a conclusão do curso, os bacharéis devem se submeter ao temido Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para exercício da profissão. Também é um curso que exige muito estudo em todas as etapas. 

Para atuar no segmento de Medicina, o profissional precisa se interessar por ciências e corpo humano e ter autocontrole, equilíbrio profissional e disponibilidade para uma alta carga horária de trabalho e lidar diretamente com a saúde e vida das pessoas. Já para Direito, é preciso ter conhecimento sobre língua portuguesa, filosofia, lógica, política e economia, além de senso crítico, capacidade de convencimento e espírito de investigação para promover a igualdade de direitos e lutar pela justiça. 

Avaliação

Para o coordenador pedagógico do colégio Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, o aluno que está com dúvida entre Direito e Medicina, na verdade, não quer nem uma carreira nem outra. “Ele não se conhece muito bem. Pode ser que ele esteja em dúvida por pressão externa ou, sem ao menos conhecer o processo de formação dos dois cursos, tenha criado uma imagem de que as pessoas que os fazem são bem-sucedidas”, alerta. 

Tasinafo recomenda que o aluno se atenha a três pontos, caso esteja na dúvida entre os dois cursos: 1) pense por que deseja essa ou aquela profissão e avalie qual é a mais vantajosa, independentemente de influência de pressões externas; 2) visite sites de universidades para ver as disciplinas que são oferecidas em cada carreira e converse com alunos do curso; e 3) converse com mais de um profissional da área para ter opiniões isentas. 

Portanto, se você também se faz essa pergunta, tente analisar primeiro por que você quer Medicina e Direito e o que te chama atenção em cada um dos cursos ou até mesmo o que você não gosta neles. Avalie de que forma a opinião ou pressão dos seus pais pode estar interferindo na sua escolha e, se necessário, chame-os para uma conversa. Também é importante avaliar as características do curso, bem como o ambiente ligado à profissão, a rotina de tarefas, o ritmo de trabalho e outras questões ligadas ao exercício profissional.

E, após definir o curso e garantir aprovação no vestibular, se você achar que não fez a escolha certa, não se preocupe. Você não precisa permanecer no curso só por que logrou êxito no processo seletivo. O importante é gostar do que se faz, seja na faculdade ou no mercado de trabalho. Mas também não se precipite. O início do curso não diz muito sobre sua totalidade. Aguarde um tempo, converse com professores ou estudantes de outros períodos e se inteire mais sobre a graduação antes de tomar qualquer decisão. No mais, boa sorte!

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