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Em 17/06/2008 18h32, atualizado em 29/04/2009 11h55

Quando um sonho pode realizar outro

Intercâmbio

Por Marla Rodrigues
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Quando o assunto é intercâmbio, cada um tem uma opinião. A de Daniel Roepke Viana, 23, advogado, é que ter contato com outras culturas é sempre válido. Ele, que foi em dezembro de 2005 para Aspen, nos Estados Unidos, passou seis meses em Coimbra, Portugal (de janeiro a junho de 2007).

Quando foi para Aspen, aos 21 anos, Daniel tinha como objetivo aprimorar o inglês, mas percebeu que poderia juntar um bom dinheiro, já que tinha ido pelo programa Work Experience, que promove viagens a trabalho para os Estados Unidos por um período de três meses.


               Daniel nas montanhas de Aspen

Apesar de ser uma cidade do interior, ele se encantou com o lugar: “é uma cidade fantasia, completamente diferente de qualquer outro lugar do mundo”. Aspen é uma das cidades que mais recebe turistas no país americano e, portanto, um lugar aonde gira muito dinheiro. Os moradores, empregadores e clientes foram muito receptivos, segundo ele.

Mas quem pensa que tudo são flores, está enganado. Daniel conta que trabalhava até 13 horas por dia, em diferentes empregos: foi técnico de esqui, assistente de cozinha e segurança. Neste tempo ele ainda fazia a faculdade de Direito em Vitória (ES), onde mora atualmente, e percebeu que com o dinheiro que estava ganhando era possível financiar uma viagem para a Europa – outro sonho de Daniel.

Pouco depois que voltou dos Estados Unidos, o estudante ficou sabendo da oferta de uma pós-graduação em Direitos Humanos, da Universidade de Coimbra (UC), em Portugal – uma das mais conceituadas no mundo em relação ao estudo do Direito. Ele não pensou duas vezes: usou o dinheiro que ganhou em Aspen para pagar sua pós e uma parte do que gastou em estadia na cidade de Coimbra.

“Coimbra tem mais a ver comigo”

Daniel conta que gosta muito de estudar e que o trabalho intelectual é muito mais prazeroso do que o trabalho braçal que fazia nos Estados Unidos. Além do mais, ele acredita que o povo português é muito menos consumista e muito mais informado sobre o mundo que lhes cerca, “além de comerem muito melhor!”.


Ao fundo, o rio Mondego e no topo da colina a Universidade de Coimbra

Mesmo com alguma reserva, Daniel resolveu trabalhar e conseguiu um emprego em uma das Cantinas da Universidade, onde as refeições de almoço e jantar são servidas a preços bem baratos para alunos da UC – uma espécie de restaurante universitário.

Apesar do salário singelo, a experiência foi muito boa para que ele pudesse ter mais contato com a cultura local e fizesse muitos amigos. “O mais legal dessas viagens é que fiz amizade com pessoas do mundo todo”. Além disso, Daniel teve a oportunidade de conhecer mais países como Espanha, Itália, França e Inglaterra, já que a proximidade das fronteiras na Europa é muito grande.

Ao ser questionado se uma das viagens tinha sido mais importante que a outra, ele respondeu que as experiências foram adequadas para cada período da vida dele. “Aspen foi recompensador só por poder ver neve e esquiar, além de ter sido mais vantajoso economicamente. Mas Coimbra acrescentou muito mais à minha cultura e tive a chance de conhecer outros países também”.

Hoje, Daniel estuda para passar em um concurso público para o cargo de juiz e aconselha a todos que puderem a fazer um intercâmbio cultural. “Muito mais do que a experiência profissional, valeu a experiência pessoal. Amadureci muito, mudei conceitos, opiniões e vejo que agora tenho a mente muito mais aberta e culta”.

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