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Em 03/12/2007 11h38, atualizado em 28/09/2015 08h53

Engenharia Hídrica

Guia de Profissões

Gostar de Ciências da Terra, Física e Matemática é imprescindível para quem quer cursar Engenharia Hídrica Por Wanja Borges
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O Brasil tem o maior volume de água doce do planeta, mas isso não é suficiente para poupá-lo de uma crise hídrica. Pelo contrário, em 2014, a população de São Paulo sentiu isso na pele com a queda no nível dos reservatórios e a baixa incidência de chuvas, que fizeram com que o Sistema Cantareira operasse na reserva técnica e o racionamento de água fosse cogitado. 

Os motivos de uma crise hídrica vão desde a falta de infraestrutura e investimento até a poluição de rios, condição climática, desperdício e má distribuição da água. Com isso, a importância da gestão dos recursos hídricos foi reforçada e a atuação do Engenheiro Hídrico ganhou destaque, principalmente no que diz respeito à prevenção de impactos negativos.

O que faz?

Segundo a Resolução nº 492, de 30 de junho de 2006, compete ao Engenheiro Hídrico a avaliação, quantificação, projeção, montagem, construção, fiscalização e gerenciamento de empreendimentos relacionados a recursos hídricos, sistemas e circuitos hídricos, sistemas de informações hidrológicas e gestão de recursos hídricos. Além de atuar em estudos ambientais, o profissional deste segmento realiza a gestão de bacias hidrográficas, projetos e operação de reservatórios.

Estima-se que o primeiro curso de Engenharia Hídrica foi instituído em 1997, em decorrência da aprovação da Política Nacional dos Recursos Hídricos e da criação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Por outro lado, a profissão de Engenheiro Hídrico foi regulamentada somente em 2006, através da Resolução nº 492.

Público-alvo

O curso de Engenharia Hídrica geralmente agrada aos estudantes que se identificam com as disciplinas de matemática e física no ensino médio, assim como as de biologia e química, e egressos de cursos técnicos de áreas afins, como Técnico em Edificações e Técnico em Hidrologia. Segundo a Coordenadora da Comissão de Graduação em Engenharia Hídrica (COMGRAD/HID) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Drª Ana Luiza de Oliveira Borges, o aluno também deve ter iniciativa, capacidade de observação e capacidade analítica para atuar na área.

O Curso

Por enquanto, o bacharelado em Engenharia Hídrica é oferecido somente em universidades federais nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em outras instituições do país, normalmente o tema é inserido nas grades dos cursos de Engenharias Civil, Ambiental, de Minas e Elétrica ou em programas de pós-graduação. 

Por outro lado, as instituições que oferecem formação específica na área defendem que o estudo da água não pode ficar restrito à disciplinas, áreas ou ênfases de outras graduações correlatas e que a abordagem dos recursos hídricos de forma completa, multi e interdisciplinar é necessária para um uso dos recursos hídricos racional, sustentado e abordado em sua plenitude.

No primeiro ano, o curso é composto por disciplinas como cálculo, álgebra, geometria, física, química, biologia, desenho técnico e mecânica. A introdução à Engenharia Hídrica também acontece nestes períodos. Já no decorrer da graduação, os vestibulandos se deparam com matérias específicas (hidrologia, hidroquímica, eletricidade), ambientais (ecologia, microbiologia, direito ambiental), políticas (antropologia, ética, responsabilidade social), dentre outras.

Mercado de Trabalho

Os setores público, privado, industrial e energético são alguns dos que oferecem oportunidades de trabalho para os Engenheiros Hídricos. Os profissionais graduados nessa área podem atuar com saneamento básico, irrigação e drenagem, revitalização de bacias hidrográficas, construção de barragens, implantação e reformas de usinas hidrelétricas, estudos de impacto ambiental, infraestrutura aquática e em várias outras áreas.

Sua atuação se estende, ainda, às indústrias de laticínio, alimentação, siderúrgica e demais setores que utilizam a água no seu processo, estações de tratamento de água e esgoto, companhias energéticas, portos, hidrovias, agências ou órgãos de gestão de recursos hídricos (Agência Nacional de Águas (ANA), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)), e projetos federais (Programa de Aceleração do Crescimento - PAC). As consultorias ambientais também podem ser uma boa opção para os que preferem montar sua própria empresa.

Segundo a Drª Ana Luiza de Oliveira Borges, também se abrem como alternativas de mercado de trabalho a atuação deste profissional junto às indústrias, orientando quanto ao tratamento e disposição do esgoto; junto aos agricultores, desenvolvendo projetos que contenham o desperdício de água e a degradação dos mananciais; junto a empresas de prospecção e a exploração de águas subterrâneas, junto a empresas de gestão e planejamento dos recursos hídricos e junto a companhias que exploram e operam reservatórios.

Duração Média

Mínimo: 10 semestres (5 anos)
Máximo: 18 semestres (9 anos)

Remuneração Média

Conforme a Lei nº 4.950-A, de 22 de abril de 1966, o Salário Mínimo Profissional dos diplomados em Engenharia, inclusive Hidráulica, é de seis salários mínimos para os contratos que preveem seis horas de jornada diária, ou seja, cerca de R$ 5 mil. O documento também apresenta a remuneração mínima dos profissionais cujas atividades extrapolam essa carga horária.

Instituições de Ensino

Região Sudeste
Minas Gerais
: UFVJM, Unifei

Região Sul
Rio Grande do Sul
: UFRGS, UFPel

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