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Em 08/03/2012 15h17

Aprenda como se destacar no processo de seleção com boas cartas de referência

Estudar no Exterior

Autor da carta pode ser seu professor, orientador, diretor ou chefe. Por Hotcourses Brasil
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A carta de referência ou de recomendação é uma das exigências feitas por inúmeras universidades do mundo todo como parte do processo de seleção de alunos estrangeiros. Ela talvez não tenha a mesma importância que comprovar boas médias no ensino médio ou atingir a nota mínima nas provas de fluência no inglês (como o TOEFL ou o IELTS), no entanto ter referências sólidas e positivas pode ser o seu diferencial na hora de se inscrever em uma instituição internacional.

Trata-se de recomendações de alguém que pode comprovar o seu engajamento em projetos, trabalhos, atividades voluntárias ou extracurriculares, estudos, ou qualquer atividade que provem o seu interesse na área, a sua capacidade de trabalhar em grupo, e suas habilidades sociais. Desta forma, o principal para se ter uma boa carta de referência é quem vai escrevê-la para você. E esta é uma decisão inteiramente sua, portanto pense bem quem seria a melhor opção para descrever sobre suas qualidades como indivíduo, estudante e funcionário.

É importante ressaltar que cada universidade tem exigências diferentes. Encontre o seu curso no exterior pelo Hotcourses Brasil e entre em contato com as instituições para certificar-se o que cada uma pede. Algumas procuram apenas por referências estudantis ou acadêmicas, outras vão exigir referências de empregos atuais ou anteriores. As exigências variam também dependendo do curso de seu interesse: se sua matrícula é para uma graduação, a instituição, provavelmente, vai querer saber sobre sua desenvoltura e dedicação aos estudos e suas atividades voluntárias e extracurriculares; agora se o seu interesse é uma vaga em uma pós-graduação ou um doutorado, o foco é outro: você precisará de referências que comprovem a sua experiência de trabalho e suas conquistas acadêmicas (algumas instituições ainda pedem experiência em pesquisa).

Dicas para conseguir boas cartas de referência

A primeira, mais óbvia, e que deve ser feita desde sempre é: dê motivos para conseguir boas referências. Crie bons relacionamentos com professores e empregadores, dedique-se aos estudos e consiga boas notas, envolva-se em atividades que comprovem o seu interesse pela sua área. Assim não faltarão pessoas dispostas em servir de referência e comprovar sua dedicação e entusiasmo.

Decidido quem será a referência, é importante que você deixe claro o que é preciso estar contido na carta. Explique os seus motivos em inscrever-se no curso em questão e porque acredita ser um candidato em potencial. Uma boa ideia é fornecer o seu currículo. O texto, no entanto, não deve ser apenas uma enumeração de qualidades ou elogios genéricos, ele precisa conter histórias pessoais e características que lhe façam destacar entre os demais candidatos à vaga.

Mais uma vez: saiba quem escolher para escrever a carta. Se o seu curso de interesse é de Engenharia, por exemplo, peça para um professor do ensino médio de Física ou alguma outra ciência na qual você melhor se saía. Se a vaga é em algum mestrado ou doutorado, o professor-orientador de alguma monografia de cursos anteriores pode ser uma boa opção e/ou um chefe de algum emprego ou estágio que você já teve na área.

A catarinense Michelle Deuschle, formada em Design de Moda pela Universidade do Vale do Itajai, foi aceita no curso de Administração com ênfase em Marketing na Universidade de San Diego, Califórnia. A instituição pediu o mínimo de duas cartas, mas não fez nenhuma exigência quanto conteúdo. “Eu pedi a dois professores da faculdade em que formei (inclusive o meu orientador do Trabalho de Conclusão de Curso). Cada um escreveu o que achava mais oportuno para a ocasião. Um falou mais sobre como eu era durante os anos que ele lecionou para mim; e o outro professor preferiu dar mais ênfase em como eu era junto a colegas de classe. Foi bom, pois assim a universidade pôde me ver em ambos os aspectos, como me relaciono com colegas e como aluna.”, explica Deuschle.

Um toque: não adianta pedir para o amigo do seu pai que é gerente de alguma empresa conhecida porque ele tem um cargo importante e de influência, se ele não teve contato nenhum com você como estudante ou como profissional. O status de quem serve de referência só valerá à pena se houver conteúdo real e prova de convivência em aspectos que o ajudarão a se destacar no processo de seleção.

Não se esqueça de dar tempo suficiente para a sua referência escrever a carta até a data de entrega dos documentos para a universidade. E quando pronta, leia e releia (e ainda peça para alguém mais ler, só por precaução), em busca de erros de português (seja de digitação, concordância, ou ortografia) na sua carta de referência.

Por Brenda Bellani

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