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Em 31/08/2016 09h20, atualizado em 31/08/2016 09h20

Como ser fiscal do Enem

Enem

Inep precisa de mais de 600 mil fiscais e colaboradores para trabalhar no Enem Por Lorraine Vilela Campos
Fiscais do Enem devem ficar atentos às tentativas de fraude
Fiscais do Enem devem ficar atentos às tentativas de fraude
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a segunda maior prova do mundo, ficando atrás apenas do chinês GaoKao. Aproximadamente, 8 milhões de pessoas participam dos testes aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com o objetivo de utilizar a nota em vestibulares e programas de bolsas de estudos e financiamentos estudantis. 

Com a dimensão de uma prova como o Enem, é preciso uma grande mobilização de pessoas para que o exame seja realizado. A edição de 2016, por exemplo, contou com 662.909 colaboradores, entre os quais estão coordenadores estaduais, municipais e de locais de aplicação, assistentes de aplicação, chefes de sala, aplicadores, aplicadores volantes (fiscais de corredores) e fiscais de banheiro.

Quem são os colaboradores?

Com tamanha necessidade por colaboradores, surge a dúvida: quem pode trabalhar no Enem? Os certificadores/colaboradores são postos preenchidos por servidores públicos federais, estudantes de graduação e pós-graduação de universidades públicas e colaboradores do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) e da Fundação Cesgranrio. 

A Fundação Cesgranrio é responsável pela aplicação das provas do Enem desde 1998. No entanto, a partir de 2008 uniu-se ao Cespe/UnB em um consórcio para a realização do exame. 

Os colaboradores não podem ter cônjuges e parentes de até terceiro grau inscritos no Enem. No caso do servidor federal, é preciso ter formação mínima no ensino médio, não estar inscrito no exame, não estar em contato com o processo de produção das provas e não exceder as 120 horas de gratificação como Certificador. 

Como se inscrever?

Os servidores federais podem se inscrever pela página do Ministério da Educação. O processo é de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep). O órgão publica o edital antecipadamente para que os candidatos tenham acesso às regras. 

O documento do Inep traz o detalhamento do processo de inscrição, os meios eletrônicos necessários para a confirmação da participação, acompanhamento e curso de preparação on-line, funções desenvolvidas, valor pago e procedimentos que devem ser adotados por quem for convocado. 

O inscrito passa por um treinamento feito online, o qual possui os procedimentos de segurança do exame e as medidas a serem tomadas na aplicação das provas. É preciso ter celular ou tablet com acesso à internet para a realização do curso e acompanhamento do processo de participação, já que a comunicação com os colaboradores é feita por sistema digital. 

A Cesgranrio possui o Sistema de Alocação de Colaboradores (SAC), no qual os interessados podem se inscrever para atuação em diferentes exames educacionais. O canal fica aberto o ano todo, bastando ao candidato informar o seu CPF e e-mail. 

O Cespe/UnB realiza o pré-cadastro de forma presencial. O interessado deve procurar o coordenador de local de aplicação para a solicitação. No entanto, a instituição possui uma página própria para os colaboradores, na qual são publicados todos os documentos referentes às seleções de fiscais do Enem e demais cargos. 

A banca em Brasília também exige que o candidato tenha experiência mínima de dois anos em provas do mesmo porte, não esteja inscrito no exame e nem possua vínculo com um dos participantes do Enem.

Além do Inep, da Cesgranrio e do Cespe/UnB, algumas universidades públicas divulgam editais próprios para seleção de colaboradores que desejem trabalhar na aplicação do Enem nas próprias instituições. 

Validade

A validade do processo é de um ano. No caso dos servidores federais que desejam se inscrever com base no edital do Inep, quem já participou das atividades em anos anteriores deverá fazer a inscrição novamente e seguir todos os passos descritos no documento. 

Já os inscritos em anos anteriores pelo Cespe/UnB não possuem necessidade de passar por novo processo, já que ficam na lista de certificadores habilitados para a participação no exame. 

Quanto ganha?

A remuneração do colaborador é baseada por hora. Em 2016, cada hora trabalhada tem o valor de R$ 39,15. O selecionado deve indicar, antes do Enem, para qual carga horária possui disponibilidade. No exame, as modalidades são chamadas de demandas e dividem-se em maior, de 12 horas, e menor, a qual corresponde à 8 horas. 

O pagamento é feito por Ordem Bancária, depositado na conta-corrente cadastrada pelo colaborador após a aplicação do Enem e a confirmação das atividades prestadas, procedimento feito pelo Inep. 

Quem for atuar na cidade em que mora não terá auxílio com locomoção por parte do órgão. De acordo com o item 14.6 do edital, o Inep não possui obrigatoriedade no fornecimento de alimentação para os colaboradores, devendo os participantes providenciarem os alimentos previamente, conforme instruções que serão repassadas na capacitação dos certificadores. 

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