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Em 20/04/2017 10h29, atualizado em 25/04/2017 16h39

O jogo Baleia Azul

Blog da Redação

O artigo não representa a opinião do site. A responsabilidade é do autor do texto.

Jogo, com tendências suicidas, tem preocupado a sociedade e levado a reflexão sobre o poder da influência digital na vida de adolescentes Por Érica Caetano
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Nas últimas semanas, começaram a circular notícias sobre um jogo virtual com tendências suicidas, que vem ganhando a popularidade de adolescentes brasileiros conectados a internet e, com isso, preocupando pais, educadores e autoridades em geral. Trata-se do jogo chamado Baleia Azul (Blue Whale). 

Até onde se sabe, o Baleia Azul é um jogo de desafios via Facebook ou Whatsapp, que instiga os jogadores, na grande maioria adolescentes entre 12 a 17 anos, a cumprirem 50 tarefas envolvendo mutilações e lesões corporais, sendo a última delas tirar a própria vida.

O nome se deve ao fato de que a espécie Baleia Azul, presente nos Oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico, chega a procurar as praias, por vontade própria, para morrer,

Como surgiu o jogo

Tudo teria começado na Rússia, com a divulgação de uma notícia falsa sobre um jogo em uma rede social, que estaria levando jovens ao suicídio. Posterior a isso, começaram a ser noticiados casos na imprensa de centenas de jovens que teriam tirado a vida, por terem chegado ao fim dos desafios propostos no Baleia Azul.

No entanto, não houve comprovações concretas de que as mortes estariam ligadas ao jogo e muitos acreditam que tudo não tenha passado de um simples boato, que acabou tomando proporções muito maiores do que o esperado.

E por falar em boato, também surgiram alguns dizendo que o jogo poderia ter sido inspirado na série de TV americana, exibida pelo Netflix, 13 Reasons Why (13 Motivos), que conta a história de uma menina que deixa fitas cassetes explicando as razões que a levaram a cometer suicídio. 

O jogo no Brasil

No Brasil, o alerta sobre a prática envolvendo o jogo começou depois que foram divulgadas as mortes de dois jovens, de estados diferentes, e que apesar de ainda não terem sido confirmadas, podem estar ligadas ao jogo, além de outras tentativas de suicídio que estão sendo investigadas.

O que se sabe até agora é que o jogo possui administradores chamados “curadores”, que aproveitam de um perfil de jovem: aqueles com algum tipo de fragilidade e com tendência à depressão. Dentre as tarefas exigidas pelos curadores estão, por exemplo, desenhar uma foto de uma baleia azul na mão com uma navalha e enviar a foto para o respectivo curador. 

Como agir?

Mesmo o jogo Baleia Azul podendo não ser real, o fato é que no Brasil, assim como em outros países, cresce o número de jovens que tiram a própria vida e ninguém sabe o porquê desses índices. Na busca por uma resposta ou algo que justifique, o Baleia Azul pode ter sido inserido nesta questão como forma de alerta.

Profissionais como psicólogos, psiquiatras, terapeutas e professores orientam os pais sobre ficarem atentos ao que seus filhos acessam na internet e que verifiquem qualquer mudança ou alteração de comportamento depressivo ou introspectivo dos filhos, bem como qualquer indício de lesão em seus corpos.

Também é preciso falar abertamente com os filhos sobre o jogo, alertando-os sobre a preocupação e oferecendo ajuda, se necessário. A proibição e o controle da internet não é recomendável, pois podem gerar mais interesse. Estabelecer regras para o uso da tecnologia pode ser uma boa solução.

No caso de adolescentes que ainda não têm maturidade suficiente para entender esses riscos e as possíveis consequências, averiguar o histórico de navegação e de trocas de mensagem podem ser ótimos recursos e, neste caso, não será invasão de privacidade, mas sim proteção e cuidado.

Baleia Rosa – o jogo oposto

Em reação ao Baleia Azul, publicitários criaram o Baleia Rosa no Facebook, que é uma versão positiva do jogo suicida. No Baleia Rosa, é incentivada a generosidade, a autoestima e a lista de 50 tarefas do bem, como “grite na rua: eu me amo” e “converse com alguém com que você não fala há muito tempo”.

Um dos posts feitos na página do Facebook Baleia Rosa

Os criadores da página, que preferiram não se identificar, também disseram ter recebido publicações de pessoas com depressão e pedidos de ajuda. Por conta disso, eles buscaram uma psicóloga para responder as mensagens mais complexas.

Influência digital

É triste notarmos o quanto o jogo Baleia Azul só nos reforça como a influência digital pode afetar de maneira drástica a vida de muitos jovens, principalmente destes acometidos por alguma angústia ou certo tipo de depressão. 

Por mais que possa parecer piegas, é importante que os pais tenham controle do que os filhos adolescentes estão fazendo nas redes sociais a fim de evitar que tragédias maiores possam acontecer.

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