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Em 31/08/2017 11h50, atualizado em 01/09/2017 11h18

Atualidades Vestibular e Enem – agosto de 2017

Atualidades

Atentados terroristas na Europa, crise política na Venezuela e economia brasileira foram destaques no mês de agosto. Por Rafael Batista
Temer quer extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados, na Amazônia
Temer quer extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados, na Amazônia
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Faltando poucos meses para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de grandes vestibulares em diversas regiões do Brasil, é importante que os estudantes estejam ligados nos principais assuntos da atualidade. Esses temas podem pautar questões ou até mesmo a redação de algumas provas.

Se não deu para acompanhar os noticiários para saber sobre os principais assuntos, o Brasil Escola listou alguns dos fatos mais importantes que repercutiram durante o mês agosto de 2017. Para aprofundar sobre o assunto basta clicar nos links e ler as reportagens nos portais Agência Brasil, UOL e Brasil Escola.

Mundo

Terrorismo

O mês de agosto trouxe medo para diversas regiões da Europa por causa de alguns ataques terroristas. Na Espanha, dois atentados, um em Barcelona e outro em Cambrils, no dia 17 de agosto, resultou na morte de pelo menos 14 pessoas e deixou aproximadamente 100 feridos. Nos dois ataques, assumidos pelo Estado Islâmico, os terroristas usaram veículos para atropelar pedestres.

Outros três atentados classificados como terrorismo foram registrados, sendo um deles na Finlândia, dia 18 de agosto, e outros dois na Rússia, nos dias 19 e 28. No final do mês de julho, um alemão foi morto em um ataque com as mesmas características em Hamburgo, no norte do país..

Em junho falamos sobre o terrorismo no Blog da Redação, confira aqui.

Fenômenos Naturais

Eclipse Solar
Eclipse solar total ocorreu em agosto nos Estados Unidos

O mês de agosto também foi marcado pela violência da natureza. Na região do Texas, extremo sul dos Estados Unidos, o Furacão Harvey casou destruição, deixou pelo menos 8 mortos e milhares de desabrigados. Com ventos de mais de 200 km/h, o Harvey chegou a ser classificado na categoria 4, em uma escala que vai até 5.

Na Ásia, foi Bangladesh o castigado por uma catástrofe natural. Mais de 4,5 milhões foram afetadas pelas fortes chuvas que caíram durante vários dias em 26 dos 64 distritos do país. Mais de 50 pessoas morreram e outras 470 mil precisaram ser levadas para abrigos provisórios, por causa das inundações. 

Apesar das tragédias, um outro fenômeno natural chamou atenção pela peculiaridade: o primeiro eclipse solar em 99 anos, nos Estados Unidos. O fato aconteceu no dia 21 de agosto, e pôde ser acompanhado em outros países, como no Brasil. Por volta das 9h05 (horário dos EUA), a lua começou a cobrir o sol, atingindo o ápice do eclipse às 14h48. Saiba como funciona um eclipse solar.

EUA

Além da violência do Furacão Harvey, os Estados Unidos figuraram no noticiário internacional por causa das políticas adotadas no Governo Trump. Em uma delas, o presidente aumentou a autonomia do exército para tomar decisões com relação ao conflito no Afeganistão. A medida, segundo Trump, visa facilitar o combate a extremistas, como Estado Islâmico.

Outro destaque que merece atenção foi o fato de que o governo norte-americano, junto com a Coreia do Sul e o Japão, pediu uma reunião na Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Coreia Norte. O pedido se deu por causa dos repetidos lançamentos de misseis que o governo norte-coreano têm feito. No último disparo, o míssil sobrevoou o território japonês e caiu no Pacífico.

Na ONU, a preocupação no que diz respeito aos EUA é o aumento do racismo. Nas últimas semanas, diversas manifestações anti-africanas foram realizadas em algumas cidades norte-americanas. Os grupos, alguns de extrema direita, tem referências neonazistas e contam com slogans contra as pessoas negras.

Veja maisManifestação em Charlottesville e a questão racial nos Estados Unidos

Venezuela

O Governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, há tempos chama a atenção de diversos países, especialmente aqueles com os quais mantém relações comerciais, como no caso do Mercosul. Recentemente, a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), integrada por aliados do presidente, assumiu as competências do Parlamento, controlado pela oposição.

A repercussão foi grande, pois os opositores ao governo e lideranças de outros países consideram a ANC venezuelana uma tentativa de consolidar uma ditadura no país. Apesar da medida anunciada pelos aliados de Maduro, o parlamento criou uma comissão especial e decidiu continuar em atividade.

Diante da crise no país vizinho, o Presidente do Brasil, Michel Temer e o Presidente do Paraguai, Horácio Cartes, anunciaram a suspensão da Venezuela do Mercosul. Em comunicado à imprensa, os dois chefes de estado, afirmaram que é preciso procurar soluções pacíficas e políticas para reestabelecer a ordem democrática no país.

Brasil

Amazônia

Depois de muitos protestos, inclusive de pessoas famosas, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu o decreto do presidente que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), nos estados do Pará e Amapá. A decisão do planalto foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 23 de agosto. O Governo Federal deve recorrer.

Reforma Política

Uma Proposta da Emenda à Constituição (PEC) de 2003 foi desenterrada em maio deste ano pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM – RJ). A PEC 177 propõe, entre outras coisas, a adoção de um novo sistema político-eleitoral e a criação de um fundo público para o financiamento de campanhas. A proposta ainda não foi votada, mas entrou em pauta nos últimos dias, gerou discussões e ocupou espaço nos noticiários.

Privatizações

Ainda no contexto da crise econômica, o governo anunciou a intenção de repassar à iniciativa privada a administração de 12 aeroportos, entre eles o de Congonhas, segundo mais movimentado do país. O leilão dos terminais ainda está em estudo, mas geraria uma arrecadação de mais de R$ 6 bilhões.

A Eletrobras também deve entrar na onda das privatizações. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a intenção é reduzir a participação da União no capital, mas mantendo o poder de veto na administração da companhia. Com essa medida, o governo espera conferir mais competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as burocracias impostas às estatais.

Outra empresa pública que passou a figurar na lista de possíveis privatizações foi a Casa da Moeda. De acordo com o Ministério da Fazenda, a redução no consumo de cédulas e moedas deixou a estatal deficitária. O governa ainda estuda a venda de quatro hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Economia

Casa da Moeda
Casa da Moeda pode ser privatizada

Outra polêmica que está repercutindo no Brasil é o decreto presidencial que aumenta os impostos sobre os combustíveis. O decreto foi publicado em julho e durante o mês agosto algumas decisões da Justiça Federal chegaram a suspender o aumento, mas foram derrubadas logo em seguida. Por fim, o mês terminou com reajuste no preço nas refinarias.

Além do aumento dos tributos nos combustíveis, o governo anunciou outras medidas polêmicas para conter a crise, uma delas foi a redução no valor previsto para o salário-mínimo em 2018. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o valor seria de R$ 979, mas foi reduzido para R$ 969 por causa da queda na projeção de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O Governo Federal indicou ainda que pode adiar o reajuste nos salários dos servidores públicos do executivo. A medida, que não atinge os militares, precisa da aprovação do Congresso Nacional, mas tem gerado muitas discussões. A expectativa é de uma economia em torno de R$ 5 bilhões em 2018.

Mesmo com tais providências, o planalto revisou a meta do deficit primário de 2017 e 2018. Essa meta é o resultado das despesas maiores que as receitas, desconsiderando os gastos com juros da dívida pública. Originalmente, o deficit seria de R$ 139 bilhões em 2017 e R$ 129 bilhões em 2018, o valor foi alterado para R$ 159 bilhões em cada ano.

Demografia

O IBGE divulgou informações sobre o crescimento populacional no Brasil. Entre 2016 e 2017 houve um aumento de 0,77% na população brasileira, subindo de 206,08 milhões no ano passado para 207.660.929 habitantes. Mesmo com esse crescimento, o percentual é menor que o anterior de 0,80%.

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