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Em 24/01/2018 16h06, atualizado em 24/01/2018 18h26

Aspectos atuais sobre a febre amarela

Atualidades

A febre amarela é uma doença infecciosa grave que pode levar à morte. Apesar de não existir registro da sua variedade urbana desde 1942, surtos ainda são comuns. Por Vanessa Sardinha dos Santos
O Aedes aegypti é o transmissor da febre amarela urbana
O Aedes aegypti é o transmissor da febre amarela urbana
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A febre amarela é uma doença infecciosa não contagiosa, transmitida por algumas espécies de mosquito e que apresenta como agente etiológico um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae. Esse vírus se mantém na natureza, nas florestas tropicais da América e da África, e provoca, de tempos em tempos, surtos e epidemias, como o surto observado no início de 2018 no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, no período de 1º de julho de 2017 a 23 de janeiro de 2018, o Brasil registrou 130 casos de febre amarela e, desse número, 53 pessoas morreram. Analisando os dados por estado, São Paulo aparece com 277 casos notificados, sendo 132 descartados, 84 em investigação, 61 confirmados e 21 mortes. Minas Gerais apresentou 24 mortes e teve 50 casos confirmados da doença. O surgimento desses vários casos de febre amarela fez a população das áreas mais afetadas lotar os postos de saúde em busca de vacinação e até mesmo matar macacos em uma tentativa frustrada de barrar a doença.

Apesar dos números alarmantes, no mesmo período do ano passado, foram confirmados 397 casos e 131 mortes, demonstrando que a situação aparentemente está mais controlada quando comparada ao ano anterior. O período de análise corresponde àquele em que a doença se torna mais presente, com maior incidência no verão.

Febre amarela urbana e febre amarela silvestre

Podemos classificar a febre amarela em dois grupos: febre amarela urbana e febre amarela silvestre. A febre amarela urbana teve seu último registro no Brasil na cidade de Sena Madureira (AC), em 1942.

A febre amarela urbana difere-se da silvestre em relação aos vetores, hospedeiros e local de ocorrência. No ciclo urbano, o Aedes aegypti atua como vetor, e o único hospedeiro é o homem. Nesses casos, o homem introduz o vírus na área urbana, o mosquito infecta-se e transmite a doença a outras pessoas.

No ciclo silvestre, por sua vez, os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes são os vetores dessa doença, e os hospedeiros silvestres do vírus são primatas não humanos. É importante destacar que os macacos são hospedeiros e não vetores, portanto, os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela, e a morte desses animais é injustificada. A transmissão da febre amarela silvestre ocorre normalmente quando o homem entra em regiões de mata e é picado por esses mosquitos.

Sintomas e tratamento

A febre amarela caracteriza-se por ser uma doença febril hemorrágica extremamente grave. Estima-se que a doença provoque a morte de 5% a 10% das pessoas infectadas, entretanto, em casos graves, a letalidade pode chegar a 50%.

A forma clínica pode ser classificada em leve, moderada, grave e maligna. Na forma leve, o paciente apresenta febre e dores de cabeça. Na forma moderada, o paciente pode apresentar ainda dores musculares e nas articulações, perda da força física, náuseas e vômitos. Na forma grave, o paciente apresenta, pelo menos, um dos sintomas clássicos: icterícia (pele e mucosas com coloração amarelada), vômito com sangue ou diminuição da produção de urina. Na forma maligna, podem ocorrer todos os sintomas clássicos.

Não existe um tratamento específico para pacientes com febre amarela. Os medicamentos, portanto, serão administrados de acordo com os sintomas apresentados pelas pessoas infectadas. Analgésicos e antitérmicos são normalmente indicados, sendo contraindicado ácido acetilsalicílico e derivados por aumentarem a chance de desenvolvimento de quadro hemorrágico.

Vacinação

A principal forma de prevenção da febre amarela é a vacinação. A vacina brasileira é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e é administrada em uma dose única a partir dos 9 meses de idade.

É importante salientar que a vacina pode causar efeitos adversos, por isso, em alguns casos, deve ser analisado o custo-benefício da vacinação. Atenção especial deve ser dada a pessoas com idade acima de 60 anos, pessoas infectadas pelo HIV, pessoas com doenças autoimune e hematológicas, gestantes e lactantes. A vacina não é recomendada para pessoas que já tiveram reação a doses anteriores, crianças menores de 6 meses, pacientes com imunodepressão grave, transplantados, com doenças do timo, com lúpus eritematoso sistêmico, com história de anafilaxia comprovada e gestante.

Dose fracionada

Em alguns estados do Brasil, foi adotada a dose fracionada da vacina durante o surto de 2018, que é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde quando os casos aumentam e há risco de expansão da doença. A dose padrão apresenta 0,5 ml, e a fracionada apresenta 0,1 ml. Dessa forma, pode-se vacinar mais pessoas. Apesar de fracionada, a vacina garante imunidade por, pelo menos, oito anos. Vale salientar que a dose padrão garante a proteção por toda a vida.

O Regulamento Sanitário Internacional foi alterado em maio de 2014. Assim, a partir de junho de 2016, passou-se a considerar a validade do certificado internacional de vacinação para a febre amarela para a vida toda.

Como o tema pode ser cobrado no Enem?

O Enem sempre se destaca por cobrar temas atuais, sendo assim, a febre amarela pode ser abordada nesse exame. Nesse caso, é importante ter conhecimentos básicos sobre a vacina e a forma como ocorre a transmissão dessa doença. Além disso, foram noticiados vários casos de pessoas que mataram macacos como forma de evitar a febre amarela, e esse é um ponto que também pode ser tratado nas provas. Em vista disso, é interessante saber que os agentes transmissores são os mosquitos e que os macacos são apenas os hospedeiros. Outro ponto que merece destaque é que os casos atuais referem-se à febre amarela silvestre, por isso, o mosquito Aedes aegypti não está envolvido na transmissão dessa doença.

 

Por Ma. Vanessa Sardinha dos Santos

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